Situação de emergência é decretada em distritos do Alto, Médio e Baixo Madeira

Impactos da estiagem em Porto Velho

No dia 1º de outubro de 2026, o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, decretou a Situação de Emergência (Nível II) no município devido à severa estiagem que afeta a região. Essa condição climática está diretamente ligada ao fenômeno natural conhecido como Super El Niño, que provoca alterações significativas no padrão de chuvas em diversas áreas do Brasil, incluindo Porto Velho.

A estiagem tem causado impactos profundos, atingindo comunidades vulneráveis e comprometendo o abastecimento de água. Além da escassez hídrica, a situação também pode afetar a produção agrícola e a segurança alimentar, gerando dificuldades adicionais para as famílias que já enfrentam condições adversas.

Comunidades afetadas no Alto, Médio e Baixo Madeira

O decreto de Situação de Emergência abrange distintas áreas do município, identificando 85 localidades no Alto, Médio e Baixo Madeira como as mais afetadas. Um levantamento realizado por autoridades locais estima que aproximadamente 7.442 famílias estejam em situação crítica, incluindo 517 pessoas em cinco aldeias indígenas.

Situação de emergência

As comunidades afetadas no Baixo Madeira incluem os distritos de Calama, Demarcação, Nazaré e São Carlos. No Médio Madeira, a situação envolve áreas rurais do Distrito-Sede e os distritos de Abunã, Nova Mutum-Paraná, Jaci-Paraná, União Bandeirantes e Rio Pardo. Já no Alto Madeira, os distritos de Extrema, Fortaleza do Abunã, Nova Califórnia e várias aldeias indígenas estão entre os mais impactados pela estiagem.

Apoio e medidas emergenciais do governo

Com a declaração de Situação de Emergência, a Prefeitura de Porto Velho poderá contar com o suporte das esferas estadual e federal para implementar ações emergenciais. Isso inclui o fornecimento de água potável por meio de caminhões-pipa e embarcações, além da entrega de reservatórios para armazenar água.

O prefeito Léo Moraes ressaltou a importância da união entre os poderes para enfrentar a crise. “É questão de humanidade proteger quem mais precisa”, afirmou. A administração municipal já está atuando nas comunidades para garantir que as famílias recebam a assistência necessária, que abrange também ações de cadastro social e suporte alimentar. O decreto terá validade de 180 dias, durante os quais as medidas emergenciais serão avaliadas e adaptadas conforme a evolução da situação hídrica na região.